O DESIGN DOS UNIFORMES

A camisa da seleção brasileira foi pensada a partir de uma grande pesquisa com torcedores, consumidores e jovens jogadores, que deram pistas sobre a expectativa do público em relação à peça.

A ideia seria traduzir no uniforme a cultura e a alma do povo. A gola em "Y" foi feita para atender os pedidos dos atletas de manter a blusa aberta e para passar a ideia de simplicidade e estilo despojado do brasileiro. Como a equipe dispensa apresentações, o nome "Brasil" foi retirado da parte inferior do escudo, que também veio maior e com costura em ouro metálico.

GRUPO A
Brasil

Do lado de dentro, próximo à nuca, o designer carioca Bruno Big adicionou a arte brasileira à camisa, com o desenho de um canarinho. Além disso, as letras usadas nos nomes dos jogadores e números receberam a influência de placas e pôsteres de rua.

O resultado agradou tanto que o conjunto tupiniquim foi eleito o mais belo do torneio, em ranking publicado pelo site Mashable, neste mês.


Croácia
Camisa da Croácia, muito comparada a uma toalha de mesa, foi inspirada na primeira partida do país como Seleção Independente


México
A concorrente Adidas, criadora dos uniformes de oito seleções nesta Copa, realizou um processo criativo semelhante ao da Nike. A marca realizou entrevistas com crianças e jovens, para descobrir os aspectos que os deixam orgulhosos de seus países. Esse sentimento pela nação foi traduzido para as peças.Camisa do México recebeu influência do estilo "super-herói" de luta livre típico do país.

Camarões


GRUPO B
Espanha

Não foi à toa que o uniforme da Espanha, feito pela Adidas, ficou em segundo na lista do site americano. De acordo com a marca, o vermelho representa a união espanhola e o dourado é a “Era de Ouro” pela qual o futebol do país passa atualmente.

Holanda
O leão representado pela Holanda simboliza o orgulho e a união dos jogadores e representa os conceitos de simplicidade, honra e unidade da seleção.
Chile

Austrália
Amarelo vibrante da camisa da Austrália é uma homenagem à classificação do time na Copa de 1974, na Alemanha Ocidental

Grupo C
Colômbia
Camisa da seleção da Colômbia traz os elementos gráficos do tradicional chapéu do país, o sombrero vueltiao.

Grécia
Com as cores da bandeira da Grécia, camisa ressaltou o patriotismo

Costa do Marfim

Japão
O poder de equipe da seleção do Japão foi representado na camisa por uma turbina com 11 linhas, que simbolizam cada jogador do time

GRUPO D
Uruguai


Costa Rica

Inglaterra
Referências da camisa da Inglaterra foram armaduras medievais, São Jorge (padroeiro do país) e até o uniforme da seleção inglesa que disputou a Copa de 1970.

Itália


Grupo E
Suíça


Equador

França
Gola da camisa francesa homenageia a Seleção da França de 1958

Honduras

Grupo F
Argentina
Argentina seguiu o clássico modelo de listras brancas e azuis, mas inovou com um feixe de retas diagonais na parte frontal da camisa.

Bósnia

Irã

Nigéria


GRUPO G
Alemanha
Trabalho duro, excelência e inteligência foram os conceitos traduzidos.

Portugal
Energia, velocidade, entusiasmo e vibração são palavras que fazem parte do conceito da camisa de Portugal
Gana


Estados Unidos
Parte interna da gola da camisa dos Estados Unidos traz uma etiqueta em formato de flâmula que traz 13 estrelas em um fundo azul, relembrando a história do país

GRUPO H
Bélgica


Argélia

Rússia
O modelo da Rússia foi inspirado na exploração espacial dos anos 60 feita pelo país

Coreia do Sul
Símbolo Taegeuk foi a inspiração para o desenho da camisa da Coreia do Sul, retratando equilíbrio e harmonia

Tecnologia para o design

Não é apenas a estética que manda no design dos uniformes. As principais empresas por trás das roupas usadas pelas seleções usam a tecnologia para garantir o melhor desempenho possível dos jogadores.

A Puma, que lançou conjuntos de oito equipes, desenhou a coleção com o novo sistema PWR ACTV, que usa as técnicas de fita atlética e de compressão dentro do tecido.

A ideia é que a roupa faça “micro massagens” em pontos estratégicos da pele, ajudando na performance, velocidade e ativação dos músculos. Nas axilas, malhas foram inseridas para facilitar os movimentos e deixar a pele respirar.

A Adidas também se preocupou com a ventilação, além da beleza dos uniformes. A tecnologia usada se chama Adizero e criou os mais leves tecidos já fabricados pela empresa. Os calções também receberam atenção especial, ao serem feitos com um material que tem melhor desempenho no arejamento da área do corpo.

Com a responsabilidade de fazer o traje da seleção anfitriã, a Nike, por sua vez, não deixou por menos.

Para o uniforme brasileiro de 2014, foram feitos estudos que identificaram as regiões do corpo dos jogadores com maior tensão durante os jogos, decorrente da força que os atletas fazem.

Segundo a marca, as partes das roupas que cobrem essas regiões (principalmente peito, ombros e pernas) receberam mais resistência e elasticidade, para aumentar a mobilidade e conforto.

A camisa do Brasil também traz a tecnologia Dri-Fit, que extrai o suor do corpo, evaporando mais rápido, e as áreas de maior aquecimento são cobertas por tecido de maior ventilação, com furos cortados a laser desde as axilas até o quadril.

E como fazer tudo isso para jogadores de diferentes portes? Para garantir que o modelo slim-fit (mais justo ao corpo) sirva de Neymar a Hulk, os designers da marca usaram tecnologia 3-D de escaneamento corporal, fazendo uma leitura completa da anatomia corporal de cada um.

Ao saber das medidas de cada um, foi possível fazer um uniforme adaptado ao corpo, que poderá dar um movimento natural e, sobretudo, ajude a equipe a conquistar o tão sonhado hexacampeonato.


Fonte:


Luciana Carvalho, de

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/o-design-por-tras-dos-uniformes-das-selecoes-da-copa-de-2014